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A convivência entre o sistema tributário antigo e o novo durante a transição

Por Edilaine Cristina Set 2026 2 min de leitura

A Reforma Tributária sobre o consumo inaugura uma das mais relevantes transformações do sistema tributário brasileiro, mas sua implementação não ocorrerá de forma imediata. Ao contrário, o país atravessará um longo período de transição, marcado pela convivência entre regras, tributos e obrigações do modelo atual e os mecanismos do novo sistema.

A substituição dos tributos atuais pelo novo modelo de tributação sobre o consumo será gradual. A partir de 2026, inicia-se a fase de testes e adaptação do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), enquanto os tributos existentes ainda permanecem relevantes para a apuração e o cumprimento das obrigações fiscais. Em 2027, está prevista a extinção do PIS e da Cofins, com a implementação efetiva da CBS, além da criação do Imposto Seletivo. Já entre 2029 e 2032 ocorrerá a redução progressiva do ICMS e do ISS, simultaneamente à elevação gradual do IBS. A conclusão dessa etapa está prevista para 2033.

Na prática, isso significa que as empresas precisarão administrar simultaneamente diferentes regimes tributários, metodologias de cálculo, regras de creditamento e obrigações acessórias. Um dos pontos mais sensíveis será justamente a capacidade de adaptação dos sistemas empresariais. A coexistência dos modelos exigirá adequações em softwares de gestão, emissão de documentos fiscais, formação de preços, apuração de tributos, aproveitamento de créditos e controles internos. A própria fase de testes prevista para o novo sistema deverá servir como período de aprendizado e ajustes operacionais.

Nesse cenário, antecipação passa a ser uma variável estratégica. Empresas que aguardarem a consolidação definitiva do novo sistema poderão enfrentar custos elevados de adaptação, riscos de inconsistências fiscais e perda de oportunidades relacionadas à gestão de créditos e à reorganização de suas operações.

A transição tributária deve, portanto, ser encarada não apenas como um período de substituição de tributos, mas como uma fase de gestão ativa de riscos, dados e processos. Com atuação de forma integrada ao jurídico e ao negócio, a Vigna Tax mapeia impactos, simula cenários e prepara sistemas e equipes para atravessar a convivência entre os dois modelos com segurança e eficiência. Em um cenário de mudanças graduais e coexistência de sistemas, a atuação preventiva permite identificar riscos, antecipar impactos e estruturar processos para garantir conformidade e eficiência fiscal.

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